O grupo Al Mondo acompanhará um legítimo trufeiro regional em sua tradicional expedição nas florestas ao redor de San Miniato. Guiado pelo olfato apurado de seu cão, ele cavará ao redor de raízes de árvores específicas em busca do tão valioso fungo – a trufa (chamada por aqui de tartufo). A seguir, iremos degustar um prato acompanhado pela iguaria. Essa experiência será promovida por Cláudio Savini, proprietário da Savitar (empresa fornecedora do produto para restaurantes de alta gastronomia no Brasil, nos Estados Unidos e na Ásia) e por Alexandre Callas, proprietário da Toscana, empresa importadora dos produtos da marca Savitar.
Conhecido na Itália pelo nome “tartufo”, esse fungo subterrâneo de aspecto tuberoso pode se apresentar na versão branca ou negra e tem sido apreciado como iguaria desde a Antiguidade. A trufa ocorre apenas em regiões temperadas. Seu tamanho varia das dimensões de uma ervilha até as de uma grande batata. Costuma nascer a cerca de 30 centímetros de profundidade, geralmente perto das raízes de determinadas espécies de árvores. Mas a coleta é demorada e difícil, e geralmente faz uso de animais treinados e com faro apurado, como cães e porcos. Essa dificuldade na coleta anual, associada à demora natural de alguns anos até que novas trufas se desenvolvam, faz com que sua cotação atinja valores de joalheria. Até hoje, não se conseguiu cultivar trufas de maneira organizada. O fungo não se presta a esse tipo de cultivo. Portanto, a trufa só pode ser buscada na natureza. O ideal é consumi-la fresca, mas há diversas formas de processá-la em produtos menos perecíveis, como manteigas, polentas e azeites trufados.